Depois do ocorrido Desaparecimento dele por mais de vinte e quatro horas), tomamos uma decisão: deixar os portões fechados e uma cópia de chave para cada filho. Decisão tomada, assim se fez. Quando ele está bem quer sempre saber o portão está fechado. Então lhe explicamos que é mais seguro, pois com os problemas de violência... No momento ele aceita, mas logo pede para sair. É preciso ter sempre alguém por perto com disponibilidade de dar umas voltinhas com ele, sair dos limites da casa o deixa muito feliz. É possível, nessas horas, ouvir belas histórias de sua memória antiga. Mas não podemos descuidar em nenhum momento. Quando ele está lúcido, anda devagar, bem devagar, quando não está lúcido, é tudo diferente, anda mais rápido, não olha para os lado e sim de cabeça baixa. Não gosta de ser vigiado.
MEU QUERIDO PAI, DIAGNOSTICADO DOENÇA DE ALZHEIMER. Acompanharei toda essa nova etapa de nossas vidas, o tratamento, mudanças, os familiares. Que o nosso bondoso Deus nos sabedoria para enfrentar o que está por vir.
sábado, 8 de setembro de 2012
sexta-feira, 31 de agosto de 2012
Alzheimer - Depois do susto
Depois do desaparecimento por mais de 24 horas , pareceu mais calmo. Depois de um bom banho, comeu e dormiu muito. Por duas noites o sono foi muito bom. Mas na terceira noite, já não foi bom. Ao amanhecer tinha enrola do nos cobertores o tapete do banheiro, a toalhas de banho e outros peças que foi achando pela frente. à vezes conta algumas coisa relacionadas à noite que passou no abrigo. Disse que estava numa festa onde se comia demais e que parecia muito com as festas em nossa casa. Disse que dormiam todos juntos num quarto,m que era muita gente, que eram brigões, violentos e que ele também precisou brigar. Seus lábios estavam rachados, creio que pelo sol e porque ficou sem água.
terça-feira, 28 de agosto de 2012
Alzheimer - desaparecimento
Recebi a notícia do desaparecimento da notícia dele às doze horas. Meu irmão ligou contando que ele havia saído de casa por volta das nove horas da manhã e que ainda não havia retornado e que nem eles o haviam encontrado. Aproveitou a oportunidade do portão aberto, que minha mãe abrira para receber o gás. Ela não notou de imediatos e quando percebeu saiu à procura pela vizinhança. enquanto isso uma tia de meu cunhado ligou para minha irmão dizendo que havia visto ele, sozinho, andando em direção à rodovia Anhanguera. Meu irmão saiu imediatamente e não o encontrou. Me dirigi para lá às treze horas e já fui fazendo investigação e numa das ruas encontrei-me com minhas duas irmãs, a pé, com fotos del nas mãos. Angustiei-me, mas orei e pedi ajuda dos céus. Fui para uma Delegacia de Polícia e com muito custo consegui fazer um Boletim de Ocorrência. Fui para casa da minha mãe ficar com ela. Chorava muito. Um batalhão de pessoas procuravam.Por volta das dezoito horas saí com minha irmã caçula e formo em todos os Pronto socorros da região, fomo até em uma Unidade da AutoBan, concessionária responsável pela rodovia e tivemos a notícia de que nenhum acidente ou atropelamento havia sido registrado naquela região. Pessoas de um posto de gasolina, reforçavam a ideia de que ele estava por ali, na rodovia pois até deram café para ele. "Meu Deus! Onde ele está, se as pessoas viram ele e nós que estamos a maior parte do dia concentrando buscas por aqui não o vimos?" Fiquei na rua até tarde da noite, por fim voltei. A noite chegou e com a tristeza maio, a preocupação. A família, parentes, amigos, irmão em Cristo, e até políticos na busca e assim passou a noite. Não dormi, mas fui lembrada por uma senhora muito amiga, sobre um versículo bíblico que diz no livro dos Salmos: A tristeza pode durar uma noite, mas a alegria vem ao amanhecer. E na força dessa palavras o dia amanheceu. Saí às 6:15 da manhã com um irmão meu. Andamos novamente às margens da rodovia, bairros vizinhos, estabelecimentos,não tinha mais onde procurar. Por duas vezes avistamos alguém ao longe com características dele e saímos correndo, e aí era engano. Meus pés doíam muito, pois pisei num prego há uma semana e de tanto andar, a dor aumentou, mas estava disposta. Nos juntamos a mais dois irmãos e continuamos as buscas. Às dez horas de hoje, meu celular tocou e era minha irmã dando a notícia de que haviam localizado. Ele estava num abrigo em Campinas, meus pais moram em Sumaré, cidade vizinha. Encontrara-no perambulando, no dia anterior, às quatro e meia da tarde, às margens da rodovia, num local de grande fluxo de veículos, pois é onde os veículos da rodovia Dom Pedro
entram na Anhanguera. Meu filho mais novo trabalha próximo a esse abrigo. Quando lá cheguei, já estava com o avô que lúcido o apresentou como neto para a assistente social da instituição. Chamou-nos pelo nome, mas disse que estava de viagem e que participara de uma festa, como as que acontecem lá em casa, com todo mundo ao redor da mesa e com muita comida, mas não gostou da religião deles, pois não oram antes das refeições. Chegamos em casa às onze da manhã, uma verdadeira multidão nos aguardava. Foi lindo o recontro de minha mãe e ele. Fizemos um círculo e agradecemos a Deus pelo livramento, pela proteção e por providenciar pessoas (anjos) para cuidar dele. Passei o restante do dia cuidando dos dois, pois minha mãe estava muito cansada.
entram na Anhanguera. Meu filho mais novo trabalha próximo a esse abrigo. Quando lá cheguei, já estava com o avô que lúcido o apresentou como neto para a assistente social da instituição. Chamou-nos pelo nome, mas disse que estava de viagem e que participara de uma festa, como as que acontecem lá em casa, com todo mundo ao redor da mesa e com muita comida, mas não gostou da religião deles, pois não oram antes das refeições. Chegamos em casa às onze da manhã, uma verdadeira multidão nos aguardava. Foi lindo o recontro de minha mãe e ele. Fizemos um círculo e agradecemos a Deus pelo livramento, pela proteção e por providenciar pessoas (anjos) para cuidar dele. Passei o restante do dia cuidando dos dois, pois minha mãe estava muito cansada.
sábado, 25 de agosto de 2012
Faz parte do Alzheimer
Preciso dizer que sei muito pouco sobre o Alzheimer. O que sei são resultado de pesquisas na Net, filmes, leituras que faço, orientações médicas e vivências na prática. Primeiro vem os momentos embaraçadores, que são quando a memória falha em momentos de conversa, exposição de um fato ou de esquecimento de onde deixou determinado objeto. Com o passar do tempo isso vai se repetindo com maior frequencia principalmente nos fatos recentes. Troca de nomes passam a ser constantes. Sei que dias mais difíceis virão, dias em que como filhos não seremos lembrados como tal e sim como estranhos. Dias em que a dependência total vai chegar. Sei que as mínimas e necessárias ações como comer, mastigar, engolir, serão também esquecidas. Preparados sei que nunca estaremos para enfrentar tais situações, mas há um Deus que tudo vê, um Deus que cuida e sabemos que Ele é por nós e que nos dará a força, a sabedoria, a compreensão e a serenidade que necessitamos. Eu creio nisso.
segunda-feira, 13 de agosto de 2012
Alzheimer - atitudes inesperadas
O sono está cada vez mais distante. Dorme pouco mesmo tomando remédio para dormir. Levanta várias vezes durante a noite. Já não usa mais normalmente o banheiro, pois o mesmo pode ser atrás da porta do quarto, da sala ou qualquer canto. Acaba de almoçar e se chega alguém diz que minha mãe não lhe dá comida e que está "morrendo" de fome. A hora do banho é um momento quase dramático, entra debaixo do chuveiro, se molha e já vai se enxugar e veste a roupa suja e por muitas vezes deixa de usar a peça necessária por baixo das calças. São momentos que passamos e mais propriamente minha mãe, embaraçadores, tristes e que precisam ser encarados com sabedoria.
Alzheimer - As dificuldades
Elas vão chegando, embora esperadas, chegam sem avisar. A cada mês, cada consulta os avanços são confirmados. Vêm as tristezas, vêm as dores, os medos, os questionamentos. Como lidar com tudo isso? Mesmo buscando informações, há a individualidade e as reações, sei que a doença se apresenta igual para todos. Hoje as dificuldades se multiplicam a cada dia. Como lidar com uma pessoa que se alimenta bem, ouve bem, mas tem atitudes jamais esperada para uma pessoa de comportamento tão certinho? Se tornou uma pessoa que a boa educação está cada dia mais escassa no seu cotidiano. Responde a tudo com certa grosseria, a teimosia, nunca conhecida em sua vida, agora faz parte do seu jeito de ser. Com o compreender tudo isso?
quarta-feira, 1 de agosto de 2012
Alzheimer - O pudor
Meu pai nunca ficar sem camisas ou usar camisas cavadas nem bermudas. Mas é comum à noite vê-lo de cuecas e camiseta andando pela casa. Não faz questão de fechar a porta do banheiro...
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