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sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Como acalmá-lo? - Alzheimer

Como disse em postagem anterior, meu pai está muito agressivo e além de não termos mais a ajuda da neurologista,os remédio não o acalmam. Eu meus irmãos saímos de lá, muitas vezes machucados, pois é preciso tirar as faixas para cuidar das mãos dele e nesses momentos, três a quatro pessoas para dar conta, então saímos com os braços doloridos e arranhados sem contar a coluna... Também disse que encontramos a solução na oração,  masa Deus em sua imensa fidelidade cuida sempre dos seus. Recebi a visita de uma moça em minha casa e ela compartilhou as mesmas dificuldades com sua mãe também com a mesma doença e testemunhou a forma linda de que Deus mostrou o caminho até um médico que cuida dela até hoje. De posse do telefone desse médico, marquei a consulta e fomos lá, distante de casa cerca de cento e vinte quilômetros. Fomos super bem atendidos. Recebemos todas as orientações que precisamos, nos deu deu amostras dos remédios para um mês e meio ( o valor desses remédios é superior ao da consulta e custos que tivemos para irmos lá e que chega nem na metade do que a neuro pediu para ir em casa), deu seu número de celular para qualquer orientação que necessitarmos. Com os remédios, meu pai está bem mais tranquilo, já é possível deixá-lo com as mãos livres por horas sem que ele sequer toque na sonda. O banho e as trocas são bem mais calmas, graças a Deus!

quarta-feira, 6 de março de 2013

Comportamento - Alzheimer

Continua muito bravo! Hora do banho é sempre um suplício. Xinga todo mundo, serra os punhos e bate mesmo. É uma angústia. Não aceita a cadeira para banho que meu irmão comprou. Para trocar de roupa, então! Só a misericórdia de Deus. Não aceita nenhuma informação ou pergunta. Se perguntar duas vezes ele fica agressivo. É nesses momentos que às vezes acontecem algumas coisas até hilárias. Outro dia minha sobrinha, neta dele estava ajudando cuidar dele e cuidar dele é acompanhar de perto onde vai ou que está fazendo, recolhendo chinelos que vai deixando pelo caminho e quando ela pediu para calçar um pé do chinelo que ele havia deixado, ele começou a tirar o cinto dizendo que ia dar uma surra nela. Ela começou a rir (ela é risonha por natureza) e ele também, acabaram dando boas gargalhadas! Isso as vezes acontece; ele parece muito nervoso, fala palavras que antes não faziam parte de seu (bom) vocabulário e aí, rimos e então ele ri também. Meu pai nunca foi de surrar filho, nem de xingar.

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Agressividade - Alzheimer

Agressividade. Meu pai sempre foi um homem muito calmo. Soube educar os filhos sem nunca gritar com eles. Pensava muito antes de falar sobre algo. Homem temente a Deus, homem de oração, estudioso da Bíblia, evangelista. Jamais esperaríamos ver nele algum sinal de agressividade não fosse a doença. Percebemos que a maior dificuldade é quando a noite chega. A hora do banho é de sofrimento. Então, se quando a noite chega, traz com ela a dificuldade, imagine se há outra pessoa na casa, principalmente para dormir, ele não aceita. Se minha mãe pede para ele se vestir, pois se deixar ele anda só de cuecas, ele avança nela com uma força descomunal. É preciso que alguém chegue e fale mais alto com ele, geralmente meu irmão, o Adilson, para que ele pare. Já anda com dificuldade, sua força parecem ser miníma, não dá para se quer pensar que tenha atitudes agressivas.