MEU QUERIDO PAI, DIAGNOSTICADO DOENÇA DE ALZHEIMER. Acompanharei toda essa nova etapa de nossas vidas, o tratamento, mudanças, os familiares. Que o nosso bondoso Deus nos sabedoria para enfrentar o que está por vir.
domingo, 19 de maio de 2013
Luz para brilhar
Sentou-se à beira da cama e quis conversar. Chamou minha mãe para perto de si, olhou bem em seus olhos e disse. Há uma luz em nossa casa. Minha responde: sim a luz de Jesus brilha em nossas vidas e nosso lar. Ele então diz que ele e minha mãe são luzes e que têm o dever de brilharem. Minha mãe o convida para orar e ele aceita e ora pedindo para que sua luz brilhe cada dia mais, e que aconteça o mesmo com minha mãe. Somos surpreendidos, de vez em quando com essas situações que nos emocionam e nos encorajam a prosseguir diante de tantas dificuldades que vão surgindo. A fé é viva em nossos corações.
quarta-feira, 24 de abril de 2013
O compartilhar...
Quando soube da doença de meu pai, decidi usar esse blog só para contar tudo, todas as fases, o tratamento, nossas reações e decisões. Mas através desse espaço tenho recebido comentários, e-mails de pessoas que viveram ou estão vivendo a mesma situação. Quero compartilhar (com a autorização dele), as palavras de um leitor: Porém, o que mais me
atraiu foi a história de seu pai. Eu tenho 45 anos, moro na cidade de Lins-SP a
quase dois anos, mas sou de Santa Cruz do Rio Pardo-SP onde fui criado pelos
meus avós maternos desde os dois anos, após a separação de meus pais. Meu avô
faleceu em 11/2011 e minha avó em 07/2012. Meu avô era analfabeto e minha avó
alfabetizada. Minha avó sempre me guiou pelos caminhos de Deus, mostrando
sempre, desde pequeno a importância das orações, rezava vários Terços por dia,
e era generosa como poucas que já vi na vida. Meu avô, apesar da pouca cultura,
me ensinou muito com seus exemplos de retidão e honestidade, o que ajudou a
moldar meu caráter. O que me leva a entrar em contato com você é que me
identifiquei muito com sua história, já que os dois tiveram o Mal de Alzheimer
também e muito do que você relata aconteceu conosco lá em casa, desde os
momentos tristes, alegres, a organização da família para ajudar, enfim, tudo.
Eu sou eletricitário, trabalho numa Subestação de Transmissão de energia
elétrica, sou bacharel em Direito, casado, com um filho de 12 anos, mas gosto
mesmo é de mexer com "coisa velha" e ver se transformando em algo
novo. Gosto muito de ler, embora esteja lendo menos atualmente, essa sempre foi
uma grande paixão minha. Espero que não a incomode, só quero que saiba que sua
mensagem de fé chegou até mim, em alguns momentos me emocionei muito lendo a história
de seu pai pois foi como se passasse um filme em minha cabeça relembrando tudo
o que aconteceu com meus pais/avós. Estarei acompanhando seus blogs
diariamente. Um grande abraço a você, seu esposo e toda sua família. Continuem
com Deus!
Sem dormir
Tem noites que é muito difícil. então quem passa a noite com ele, não dorme. Ele toma remédio para dormir, mas não faz efeito. Só dorme uma noite inteira depois de várias sem dormir. Nessas noites que não dorme, vai muito ao banheiro. É preciso estar atento para levá-lo até ao sanitário, pois ele urina em qualquer lugar, mas uma vez conduzido ao vaso sanitário, faz direitinho. Então é quase rotina nas madrugadas ter de usar rodo, balde, desinfetantes...
terça-feira, 16 de abril de 2013
A fé continua viva!! - Alzheimer
Por um tempo meu pai ficou impossibilitado de ir à igreja. Foi um período em que parou de andar, caía muito e para ir às consultas necessitava de cadeiras de rodas. Mas com a nova medicação, minha mãe o estimulou a frequentar novamente os cultos de domingo a noite. Desde que soube, fiquei muito feliz e quis saber como era seu comportamento em meio a tanta gente e ao som dos instrumentos, microfones que são usados nos cultos. Minha mãe respondia que ele ficava quieto e que não parecia se importar com o barulho.
Na semana passada tive a oportunidade de acompanhá-los à igreja. Fica perto de casa. Meu irmão os leva de carro e meu pai parece gostar dessas saídas. Observei-o emocionada. Nos cultos, oramos em pé, e ele se levantava e ficava firme até ao final da oração. Nos momentos de louvor ele ficava sentado, mas acompanhava os cânticos com palmas, e olhava atenciosamente para o pastor durante a mensagem. Tenho pensado muito na questão da fé numa pessoa com Alzheimer e só posso dizer do meu pai com quem convivo. Ele faz orações lindas, palavras conectas, frases inteiras com muito sentido! Não esquece de interceder pela família, de agradecer o alimento, de agradecer a salvação em Jesus Cristo. Ouvi de um pastor: " É o Espírito de Deus quem faz", eu eu creio!
Na semana passada tive a oportunidade de acompanhá-los à igreja. Fica perto de casa. Meu irmão os leva de carro e meu pai parece gostar dessas saídas. Observei-o emocionada. Nos cultos, oramos em pé, e ele se levantava e ficava firme até ao final da oração. Nos momentos de louvor ele ficava sentado, mas acompanhava os cânticos com palmas, e olhava atenciosamente para o pastor durante a mensagem. Tenho pensado muito na questão da fé numa pessoa com Alzheimer e só posso dizer do meu pai com quem convivo. Ele faz orações lindas, palavras conectas, frases inteiras com muito sentido! Não esquece de interceder pela família, de agradecer o alimento, de agradecer a salvação em Jesus Cristo. Ouvi de um pastor: " É o Espírito de Deus quem faz", eu eu creio!
segunda-feira, 8 de abril de 2013
Melhora com novo remédio - Alzheimer
Há coisas que vão muito além da nossa imaginação e compreensão, além do entendimento numa pessoa com Doença de Alzheimer. Há dois meses e meio, meu pai não andava mais, quando tentava caía e era difícil levantá-lo. Para comer só colocando na boca e só comidas batidas em liquidificador, já engasgava com facilidade. Compramos uma cadeira para banho, tamanha a dificuldade nessa hora. Para ir a consulta mensal com a neurologista, precisou de uma cadeira de rodas, visivelmente a situação se agravava a cada dia. Nessa consulta em que foi necessário a cadeira de roda, a médica receitou um novo remédio. O preço bastante alto, mas foi comprado e é de se impressionar a melhora que ele apresenta hoje. Está andando e comendo sozinho, a alimentação é sólida, não usa mais a cadeira de banho, voltou a falar frases inteiras. Sabemos que não é cura, o remédio apenas melhora a qualidade de vida, sabemos também que não é pra sempre, mas é muito bom vê-lo com alguma independência.
quinta-feira, 14 de março de 2013
Emoção - Alzheimer
Toda quarta feira é meu dia de dormir na casa de minha mãe. Cada dia é um dos meus irmãos para que minha mãe possa dormir, descansar tranquilamente, pois meu pai vai ao banheiro pelo menos duas vezes durante a noite. Toda quarta saio do trabalho e vou direto para casa deles. Ontem estive lá, e numa conversa com meu irmão Everaldo que é pastor, falei sobre o testemunho de Bianca Toledo (podem conhecê-la pelo Face e ver seu testemunho), minha irmã que ainda não tinha ouvido falar dela quis que eu contasse. Contei e no meio da conversa chegou um outro irmão que veio para dar banho no meu pai, ele não quis porque queria ouvir o testemunho até ao fim. Prestou muita atenção e no final chorou, chorou muito, de soluçar. Expliquei que a moça estava bem, estava curada, que Deus fizera um milagre na vida dela, ele ficou feliz, mas ainda assim chorou mais algumas vezes. Na situação em que se encontra é raro vê-lo chorar. Às vezes acha algo engraçado e ri, mas o choro é difícil acontecer.
quarta-feira, 6 de março de 2013
Comportamento - Alzheimer
Continua muito bravo! Hora do banho é sempre um suplício. Xinga todo mundo, serra os punhos e bate mesmo. É uma angústia. Não aceita a cadeira para banho que meu irmão comprou. Para trocar de roupa, então! Só a misericórdia de Deus. Não aceita nenhuma informação ou pergunta. Se perguntar duas vezes ele fica agressivo. É nesses momentos que às vezes acontecem algumas coisas até hilárias. Outro dia minha sobrinha, neta dele estava ajudando cuidar dele e cuidar dele é acompanhar de perto onde vai ou que está fazendo, recolhendo chinelos que vai deixando pelo caminho e quando ela pediu para calçar um pé do chinelo que ele havia deixado, ele começou a tirar o cinto dizendo que ia dar uma surra nela. Ela começou a rir (ela é risonha por natureza) e ele também, acabaram dando boas gargalhadas! Isso as vezes acontece; ele parece muito nervoso, fala palavras que antes não faziam parte de seu (bom) vocabulário e aí, rimos e então ele ri também. Meu pai nunca foi de surrar filho, nem de xingar.
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